segunda-feira, 18 de julho de 2016

Filhos doentes: uma dor!






Não há nada pior do que termos os nossos filhos doentes, a alegria desaparece e permanece um aperto no peito até termos a certeza de que já estão bem! As crianças são muito mais fortes do que nos faz crer o seu ar frágil e indefeso mas não deixa de ser uma dor saber que algo não está bem! Quantas mães já desejaram ficar doentes na vez dos filhos? Penso que quase todas...



E estes dias tenho me sentido um pouco assim... A Francisca está com infecção urinária, sem sintomas, a não ser uma alteração no cheiro da urina. Ser uma mãe exageradamente preocupada tem as suas vantagens... Achei que algo não estava bem e liguei ao pediatra, ele sugeriu fazer colheita e confirmou-se a infecção. Fiquei preocupada porque a Matilde já teve uma que evolui para infeção nos rins, o que pode trazer muitas compilações!
No sábado, quando soube o resultado, voltei a ligar ao pediatra e mais uma vez tive a certeza  de que temos as pessoas certas ao nosso redor: o Dr. veio de propósito ao consultório para ver a Francisca, não estava a trabalhar nem sequer estava perto mas achou importante certificar-se de que a infecção não estava já nos rins. Felizmente não! Mas enquanto não tive essa certeza o aperto no peito não passou...

E além de virmos do consultório mais descansados viemos também muito babados! O pediatra deu-nos os parabéns pelo desenvolvimento da Francisca e é desta confirmação de que ela está a evoluir bem e destes elogios a ela que se alimenta a nossa força para acreditar sempre!


PS: Há uma frase que diz: "Antes de ser um bom profissional seja um bom ser humano". Felizmente temos encontrado muitos que cumprem essa máxima. Grata por isso!


E depois mais descansados... fomos relaxar!







segunda-feira, 11 de julho de 2016

As melhores terapias,os melhores pais, os bebés mais felizes!

A Francisca na terapia Ocupacional, no MAPADI 


Uma das críticas ao método Glenn Doman é precisamente o envolvimento dos pais na estimulação dos filhos e a consequente pressão que estes sentem para que os seus filhos se desenvolvam como previsto.
Não posso dizer que não sinta esta pressão mas penso que, independentemente do método e mesmo que a Francisca não o seguisse, o nosso papel no desenvolvimento dos nossos filhos é fundamental,  haja ou não um diagnóstico.
O feedback que me dão as terapeutas da Francisca é mesmo este:" Nós podemos trabalhar muito na sessão com as crianças mas se não houver trabalho em casa o resultado não é o mesmo. Os pais são fundamentais".

Às vezes não se trata de seguir um método ou de ter uma formação especializada na área do desenvolvimento do bebé, basta estarmos sensíveis a algumas questões como:

- Dedicar pelo menos 30 minutos do nosso dia com os nossos filhos, para brincar, ler uma história, cantar, dançar uma música com eles ao colo, conversar, dizermos-lhes o quanto os amamos.
Eles não entendem? Entendem perfeitamente! Entendem a linguagem corporal, sentem a energia positiva que lhes transmitimos.
Não temos tempo? Já da Matilde eu achava que não tinha tempo! Agora pergunto-me o que fazia eu com o meu tempo...
Não temos paciência? Há dias assim, um ou outro. Mas só é permitido um ou outro, porque nós assumimos um compromisso: o de ser pais.

- Evitar os diminutivos e o vocabulário que não existe. Um bebé tanto entende o que é "xixa" como entende o que é "carne". O processo é o mesmo. Poderá ser mais difícil dizer carne mas ela vai aprender;

- Explicar-lhes o que estamos ou vamos fazer: "Vamos comer a sopa", "Vamos tomar banho...mudar a fralda...tirar a camisola"...Os bebés vão assimilando esta informação o que vai ajudar a desenvolver a sua perceção e a fala.

- Evitar limita-los ao parque ou ás cadeiras de refeição ou espreguiçadeiras. A máxima "Mente sã em corpo são" aplica-se desde  sempre e se não lhes dermos oportunidades de desenvolverem a sua parte motora, naturalmente que esse processo se atrasa e consequentemente pode atrasar outros processos de desenvolvimento;

-Passear, passear muito. Ir ao parque infantil, ao parque da cidade, contactar com a natureza, que escasseia principalmente nas grandes cidades, mas que é tão fundamental até para a criação de defesas!

- Amar.

É muito importante acima de tudo não esquecermos que todos os bebés têm o seu ritmo e devemos respeitá-lo, sem os pressionar ou fazer sentir frustração.  Mas se pudermos ajudá-los a desenvolver-se bem, estamos só a cumprir o nosso papel.

São só algumas dicas de mãe :)










terça-feira, 5 de julho de 2016

Oh tempo não achas que estás a passar depressa de mais?



É uma dor comum a todas as mães: os filhos crescem depressa de mais!
Já achei isso com a Matilde mas como ela ficava tantas vezes doente e me diziam que só passava aos três anos, e assim foi, penso que passei os primeiros anos de vida dela a desejar que o tempo passasse rápido para pararmos todos de sofrer!
Com a Francisca então, parece que o tempo voa, talvez por ser a segunda filha e também por eu ter aprendido com ela a valorizar mais cada momento! E como são muito mais os momentos bons que os maus, sinto que o tempo passou mesmo a correr! De repente já tem 16 meses e meio, já tem 9 dentes, anda e já diz algumas (poucas) palavras. Ainda no outro dia era um bebé pequenino e frágil que nem os olhos abria! Agora abre-os bem, foca-os em mim e sorri, com a boca e o olhar. Sabe bem o quanto gosto dela e faz-me sentir que é recíproco...



Mas, voltando ao tema... Tempo, anda mais devagar está bem?

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Fomos à praia e...






... e a Francisca comeu areia!

Mas ir à praia não é apenas uma diversão.

Para os bebés traz muitas vantagens, desde o iodo produzido junto ao mar, à ajuda para limpar as vias respiratórias, à vitamina D que nos é fornecida pelo sol e à estimulação sensorial.




A Francisca fartou-se de explorar, adorou mexer na areia e caminhar junto ao mar. E até adorou a água (con)gelada da praia de Vila do Conde :)


É uma atividade a repetir muitas vezes este verão!

yupiiiii! Adoro a praia!


quinta-feira, 23 de junho de 2016

À minha filha Matilde





Quis dar-te um presente! Um irmão ou uma irmã, porque nós pais não somos eternos e porque eu gosto de ter irmãos, e gosto muito deles, queria que contigo acontecesse o mesmo. E apesar de ter apanhado muitos sustos contigo e ter julgado que não era capaz de viver novamente o medo tão presente de poder perder um filho (sim porque apanhamos muitos sustos contigo), pensei que teria de abolir este meu medo egoísta e "dar-te" uma família maior!  E assim surge a nossa Francisquinha, a tua "Chica".

Quando soube que ela tinha Trissomia 21, só pensava em ti. Lembro-me de olhar pela janela a ver-te chegar para visitar a tua irmã pela primeira vez e chorar tanto... Como irias reagir a ela? Como poderia impor-te um presente que afinal, pensava eu na altura, vinha sem laço?
Mas na verdade, quem é especial, és tu! Recebeste-a com todo o amor e carinho e amas a tua irmã no mesmo patamar que me amas a mim ( e eu sei que me amas muito). Expliquei-te duas vezes que a Francisca tem T21 e tu respondes-me com um "esta bem" tão desvalorizativo da minha conversa que me fez desistir de voltar ao assunto, que para ti não é assunto. Aqui se vê o lado puro de uma criança, que vê com o coração. Se há alguém que ama a tua irmã e ponto final, és tu!
Vejo agora, que ela é o teu presente cheio de laços cor-de-rosa, o melhor que eu te podia ter dado. Aliás, não fomos nós que te demos, foi ela que te escolheu e disso eu tenho a certeza...como se tivesse visto.
E tenho a certeza que estarás sempre com ela...como se estivesse a ver!



domingo, 19 de junho de 2016

Haverá algo que não se deva dizer a uma mãe especial?




Há tempos vi uma publicação que enumerava o que não se deve dizer a uma mãe especial. Não concordei totalmente. 

A minha opinião é de que nós pais somos as melhores pessoas para esclarecer dúvidas, mitos e preconceitos. E se queremos elimina-los não podemos criar uma barreira em que o contacto com os outros seja só a permissão dos elogios aos nossos filhos. É importante que as pessoas nos perguntem como foi, o que pode acontecer, e que façam até perguntas ou comentários com base em ideias pré concebidas, porque aí nós podemos esclarecê-las. Às vezes dói um bocadinho mas penso que tudo o que for dito com respeito é aceitável, porque eu já estive "do outro lado" e desconhecia um conjunto de fatores que provavelmente me fariam suscitar as perguntas ou comentários que às vezes me fazem e que consigo perceber que não são por mal. 

Eu tenho a certeza que o faria com respeito e penso que a maioria das pessoas o faz em relação à Francisca. Tudo o que for com respeito é aceite!

Se não me abordam a mim podem fazê-lo a "outros" que podem estar menos informados e que podem não ter a mesma vontade de esclarecer que eu. 

Além disso, e porque nem tudo é um mar de rosas, ninguém melhor que nós pais para "tratar dos cuscos e mexeriqueiros" porque esses existem e são muitos! São esses que escrevem a história e fazem todo o drama, o pior é que a vendem ao desbarato... Estes sim são os fazedores de preconceitos e de situações desagradáveis. É a estes que mais interessa informar! Depois também existem os supostamente informados sem (in)formação, alguns (cada vez menos) profissionais de saúde. Para estes só perdoando, porque não sabem o que fazem.... 

O respeito e a capacidade para se colocar no lugar do outro são a base para a aceitação e convivência, nenhuma das partes se deve esquecer disto. 

Em conclusão, considero que aquilo que eu ouvir agora a minha filha já não ouvirá no futuro porque a minha missão é minimizar o preconceito até ao dia em que ela voe sozinha e eu não esteja ao pé para a proteger. 

Conto com todos os que acreditam connosco para me ajudarem ativamente nesta missão :)

terça-feira, 14 de junho de 2016

Acabou-se o sossego! Ela não anda, ela desfila!



A Francisca já anda!! E toda a gente me diz: acabou-se o sossego! E é verdade, mas é tão bom... Tão bom que às vezes que nem parece verdade.
Desde quinta feira que começou a percorrer distâncias grandes, anda que parece um patinho, mas daqueles muuuuito fofinhos!
Parece-me que ela não gostou da avaliação do método Doman no que diz respeito ao caminhar e então quis mostrar do que é capaz! 
Claro que ainda há muito caminho a percorrer neste sentido,  tem ainda que conseguir levantar-se sozinha e aperfeiçoar o equilíbrio porque a cada passo cai mas aos poucos vai lá! E a propósito do "vai lá",ela só vai mesmo para onde quer e ai de quem a contrarie!