quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Parabéns pela sua bebé!








Ouvi esta frase em algumas das primeiras consultas de especialidade que fui com a Francisca. 
Para mim, enquanto mãe dela foi das melhores coisas que me disseram.
Nas consultas eu  iniciava a abordagem pelo "problema" e retorquiram-me dessa forma: "antes de mais parabéns pela sua bebé". Senti-me normalmente mãe, que tenho uma bebé e ponto.
E à medida em que a Francisca cresce isso torna-se para mim mais evidente: eu tenho a bebé/menina que eu tanto desejei sem "mas", porque os "mas" existem se eu os criar. Estou numa caminhada de grande aprendizagem mas na qual já só sinto orgulho em ser mãe dela, sem dor nem tristeza.
À medida em que ela cresce é para mim mais evidente que a normalidade é tão relativa como o simples facto de eu gostar de praia e outros não! Anormal é não respeitar essa diferença.
Hoje a brincar com ela e enquanto ela me olhava e ria com aquele ar malandro, típico de um criança de quase quase 18 meses, foi exatamente isto que me veio à mente: "Onde está a diferença? És uma criança, e dás-me tudo de maravilhoso que é previsto ter e viver enquanto mãe."

Sou feliz, feliz assim!

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Francisca, a refilona!







Sabem aquela fase em que os bebés começam a querer comunicar com os outros e emitem sons como se estivessem a ter uma conversa?
A Francisca está nessa fase mas fá-lo em tom muito alto e como se estivesse a resmungar! Dá cada grito que tenho a certeza que se ouve em  todo o prédio e estes sons fazem-se acompanhar de uma cara de zangada!
Conclusão, estamos tramados!! Já não bastava a Matilde, agora temos duas com mau feitio...

Por outro lado, qualquer coisa é motivo de risota!!




Mãe sofre...! :)

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Fomos ao parque, reforçar o sistema imunitário!!







Pois é, estamos de férias!! E estamos a tentar aproveitar ao máximo com as nossas pequenas! O dia-a-dia é um corre corre e não dedicamos tempo para aquelas atividades de lazer que fazem tão bem: fazer caminhadas, almoçar "qualquer coisa" numa esplanada, ir ao parque infantil...

Na minha opinião o parque infantil foi a melhor coisa que podiam ter inventado para as crianças!
Acho que para elas é sinónimo de liberdade, de descoberta. Permite-lhes desenvolverem a sua parte motora, a sua capacidade de explorar, de se aventurarem, mas de uma forma segura, desde que com a vigilância dos pais, claro.
E depois permite o contacto com a natureza, com a energia boa que ela nos transmite, e até com as bactérias boas da terra que ajudam a reforçar o sistema imunitário.



Cada vez mais os pediatras sugerem o contacto com a natureza, com a terra, e eu sou seguidora dessa teoria. Eu...! Que Sou uma stressada com as "sujidades",  os vírus e todas essas coisas que põe as nossas preciosidades doentes. Mas também consigo perceber que em criança andava descalça, na terra, na relva, na erva, juntos dos animais e nunca ficava doente! Por isso acredito na teoria de que a natureza cura e reforça o sistema imunitário além de recarregar energias!

Então... vão ao parque infantil, ao parque da cidade, à praia... aproveitem o verão, nós por cá estamos a tentar fazer o mesmo!




sábado, 23 de julho de 2016

Às mães, para que nunca se esqueçam que também são mulheres!




A maternidade tem-me feito refletir e aprender muitas coisas e uma delas é que não nos devemos aniquilar a nós próprias enquanto pessoas e passarmos a sermos só as mães de... e donas de casa.
Quase todas as mães passam por uma fase em que se esquecem de si, de se cuidar e não falo só do aspecto físico mas essencialmente da saúde e do bem estar psicológico (na verdade diria que estão todos interligados). Penso que o descuido é normal e perfeitamente aceitável mas a partir de determinada altura pode tornar-se prejudicial, para nós e consequentemente para os nossos filhos.
Entramos numa perspetiva de que o resto não interessa: não interessa ir ao cabeleireiro, nem pensar ir ao cinema só com o marido, não interessa ter um momento só para nós, não é prioridade comprarmos uma pecinha de roupa para nos sentirmos bonitas (mil vezes preferível comprar aquele conjunto de bebé que vimos na montra e adoramos, apesar de não ser necessário), ir ao médico só em S.O.S.... E depois o tempo...não há tempo para essas futilidades.
E muitas vezes surgem assim as depressões pós parto, a desmotivação, o cansaço, as doenças físicas, até os divórcios, e tudo isto faz-nos perder tanto tempo, tão mal gasto..
E hoje escrevo-vos sobre este tema porque há pouco tempo a minha saúde ressentiu-se e disseram-me o seguinte: "Não se esqueça que você é a Paula, 24 horas por dia, e em algumas horas é também mãe da Matilde e da Francisca, mulher, dona de casa, profissional."
E é verdade, tenho me esquecido muito de mim.
Há tempos nas minhas pesquisas sobre Trissomia 21 li qualquer coisa deste género: as indicações para a maternidade são as mesmas para as situações de emergência num avião. Primeiro coloque o oxigénio em si para depois ter condições para fazê-lo ao seu bebé...



Prometo a mim mesma ler esta publicação todas as semanas!!


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quarta-feira, 20 de julho de 2016

A Associação Pais 21







Como  já referi noutras publicações, e não sendo nós exceção, toda a fase de processamento e adaptação ao diagnóstico da Francisca não foi fácil. Faltou-nos informação no imediato, preocupação connosco pais e consequentemente com a Francisca. A adaptação dos pais é, para mim, a condição sine qua non para que todo o meio em que a criança se insere a aceite e aposte nela!
Faltou falar-vos  da Associação Pais 21 (www.pais21.pt ou facebook Pais 21), que faz um ótimo trabalho no apoio aos pais e na sensibilização para a integração bem como na defesa dos direitos das pessoas com Trissomia 21.

Entre muitas outras iniciativas, esta associação criou o Kit 21 Bebés, destinado aos pais, com o objetivo de ser entregue em todas as maternidades do país de modo a que seja dada aos pais informação realista, mas positiva, imediatamente após o diagnóstico.

Nós conhecemos a associação mais tarde porque o Kit ainda não chegou ao hospital onde a Francisca nasceu e foi uma amiga que me deu a conhecer e pediu a minha integração no grupo da Associação. A Pais 21 "recebeu-nos" virtualmente de braços abertos e enviou-nos o Kit repleto de informação muito útil, testemunhos de outros pais, entre outras coisas com muito significado. E entre essas outras coisas houve uma que para mim fez muito sentido: um maço de lenços cuja capa diz "Não faz mal chorar"! E que sentido me fez aquela mensagem naquele momento! Afinal eu não era assim tão cruel...!




Obrigada Pais 21 pelo vosso trabalho e por toda a amabilidade que tiveram, e  têm, connosco.

Visitem a página e conheçam a associação.


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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Filhos doentes: uma dor!






Não há nada pior do que termos os nossos filhos doentes, a alegria desaparece e permanece um aperto no peito até termos a certeza de que já estão bem! As crianças são muito mais fortes do que nos faz crer o seu ar frágil e indefeso mas não deixa de ser uma dor saber que algo não está bem! Quantas mães já desejaram ficar doentes na vez dos filhos? Penso que quase todas...



E estes dias tenho me sentido um pouco assim... A Francisca está com infecção urinária, sem sintomas, a não ser uma alteração no cheiro da urina. Ser uma mãe exageradamente preocupada tem as suas vantagens... Achei que algo não estava bem e liguei ao pediatra, ele sugeriu fazer colheita e confirmou-se a infecção. Fiquei preocupada porque a Matilde já teve uma que evolui para infeção nos rins, o que pode trazer muitas compilações!
No sábado, quando soube o resultado, voltei a ligar ao pediatra e mais uma vez tive a certeza  de que temos as pessoas certas ao nosso redor: o Dr. veio de propósito ao consultório para ver a Francisca, não estava a trabalhar nem sequer estava perto mas achou importante certificar-se de que a infecção não estava já nos rins. Felizmente não! Mas enquanto não tive essa certeza o aperto no peito não passou...

E além de virmos do consultório mais descansados viemos também muito babados! O pediatra deu-nos os parabéns pelo desenvolvimento da Francisca e é desta confirmação de que ela está a evoluir bem e destes elogios a ela que se alimenta a nossa força para acreditar sempre!


PS: Há uma frase que diz: "Antes de ser um bom profissional seja um bom ser humano". Felizmente temos encontrado muitos que cumprem essa máxima. Grata por isso!


E depois mais descansados... fomos relaxar!







segunda-feira, 11 de julho de 2016

As melhores terapias,os melhores pais, os bebés mais felizes!

A Francisca na terapia Ocupacional, no MAPADI 


Uma das críticas ao método Glenn Doman é precisamente o envolvimento dos pais na estimulação dos filhos e a consequente pressão que estes sentem para que os seus filhos se desenvolvam como previsto.
Não posso dizer que não sinta esta pressão mas penso que, independentemente do método e mesmo que a Francisca não o seguisse, o nosso papel no desenvolvimento dos nossos filhos é fundamental,  haja ou não um diagnóstico.
O feedback que me dão as terapeutas da Francisca é mesmo este:" Nós podemos trabalhar muito na sessão com as crianças mas se não houver trabalho em casa o resultado não é o mesmo. Os pais são fundamentais".

Às vezes não se trata de seguir um método ou de ter uma formação especializada na área do desenvolvimento do bebé, basta estarmos sensíveis a algumas questões como:

- Dedicar pelo menos 30 minutos do nosso dia com os nossos filhos, para brincar, ler uma história, cantar, dançar uma música com eles ao colo, conversar, dizermos-lhes o quanto os amamos.
Eles não entendem? Entendem perfeitamente! Entendem a linguagem corporal, sentem a energia positiva que lhes transmitimos.
Não temos tempo? Já da Matilde eu achava que não tinha tempo! Agora pergunto-me o que fazia eu com o meu tempo...
Não temos paciência? Há dias assim, um ou outro. Mas só é permitido um ou outro, porque nós assumimos um compromisso: o de ser pais.

- Evitar os diminutivos e o vocabulário que não existe. Um bebé tanto entende o que é "xixa" como entende o que é "carne". O processo é o mesmo. Poderá ser mais difícil dizer carne mas ela vai aprender;

- Explicar-lhes o que estamos ou vamos fazer: "Vamos comer a sopa", "Vamos tomar banho...mudar a fralda...tirar a camisola"...Os bebés vão assimilando esta informação o que vai ajudar a desenvolver a sua perceção e a fala.

- Evitar limita-los ao parque ou ás cadeiras de refeição ou espreguiçadeiras. A máxima "Mente sã em corpo são" aplica-se desde  sempre e se não lhes dermos oportunidades de desenvolverem a sua parte motora, naturalmente que esse processo se atrasa e consequentemente pode atrasar outros processos de desenvolvimento;

-Passear, passear muito. Ir ao parque infantil, ao parque da cidade, contactar com a natureza, que escasseia principalmente nas grandes cidades, mas que é tão fundamental até para a criação de defesas!

- Amar.

É muito importante acima de tudo não esquecermos que todos os bebés têm o seu ritmo e devemos respeitá-lo, sem os pressionar ou fazer sentir frustração.  Mas se pudermos ajudá-los a desenvolver-se bem, estamos só a cumprir o nosso papel.

São só algumas dicas de mãe :)