segunda-feira, 12 de junho de 2017
Agora é "mamã" para tudo!
Se bem se recordam tive que batalhar muito para a Francisca dizer mamã, cheguei a achar que não seria tão cedo embora me dissessem que quando ela começasse a dizer não ia parar!
Já tinha tido essa expreriência com a Matilde e agora estou a vivencia-la também com a Francisca.
Está sempre a chamar por mim: "mamã, mamããã"... e depois lá diz o que quer, umas vezes entendo outras nem por isso! Está naquela fase de querer dizer tudo e depois atrapalha-se toda e ninguém a entende!
É maravilhoso... são coisas assim simples que me dão vitalidade, me fazem sorrir e ver a vida em tons cor-de-rosa.
Contento-me com pouco eu sei mas é assim que eu sou!
quarta-feira, 24 de maio de 2017
Gratidão
Desde que nasceu a Francisca GRATIDÃO é algo que me invade a alma. Não que não soubesse agradecer o que tinha de bom na minha vida mas porque ainda não tinha aprendido a valorizar as coisas boas como deveria.
Tenho aprendido que na vida tudo se resolve e que as piores batalhas às vezes têm que existir para nos tornarmos mais fortes e para que saibamos valorizar mais o que há de bom na vida.
Nesta nossa caminhada temos encontrado muitas pessoas de bom coração que nos ajudam a alcançar os nossos objectivos quer no que respeita ao desenvolvimento da Francisca quer na nossa vida pessoal.
Sinceramente sinto que não tenho palavras para expressar o que sinto, às vezes nem sei se mereço tanto!
Sou grata à nossa família pelo amor incondicional que tem pela Francisca.
Sou grata ao Miguel por caminhar comigo lado a lado e por nos amar tanto!
Sou grata aos amigos, aos de sempre e aos de agora que parecem ser de sempre, que me apoiam diariamente, que me ajudam a concretizar os meus sonhos, que me "aturam" com as minhas inseguranças, que partilham comigo as alegrias e as tristezas, que me aceitam como eu sou e que me fazem sentir bem comigo mesma.
Sou grata às terapeutas da Francisca, não podia de facto estar melhor entregue.
Sou grata, muito grata, a Deus e à Nossa Senhora que nos acompanham e que nos levam ao colo quando as coisas se tornam difíceis e que me têm mostrado que tudo tem o seu tempo e o seu propósito, há que ter fé e paciência.
Sou grata a vocês que nos lêm, que partilham connosco a alegria das conquistas da Francisca.
Sabem, não sei se seria tão feliz se a Francisca não viesse com um cromossoma a mais, até isso eu agradeço todos os dias e agradeço-lhe a ela por me ter escolhido para sua mãe.
quarta-feira, 10 de maio de 2017
Sobre a Francisca
Há algum tempo que não vos escrevo e sei que partilham connosco as alegrias que a Francisca nos proporciona e que tal como nós, vibram com as conquistas dela. Sou vos grata por isso, por nos acompanharem e por estarem desse lado!
A Francisca está muito bem, está numa fase em que me dá muitos abraços e beijinhos sem eu pedir. Os abraços são longos e muito apertadinhos e muitas vezes são acompanhados de umas palmadinhas nas costas, fico de coração cheio com tanto miminho.
Adora brincar comigo, gosta que eu faça disparates e ri-se às gargalhadas. Sim ela ri-se às gargalhadas! Não sei onde li uma mãe de um bebé com trissomia 21 a dizer que um médico lhe disse que o seu bebé não ia ser capaz de se rir às gargalhadas e esse bebé ria-se e, se bem me lembro, muito!
Fala muito, já diz imensas palavras de forma perceptível (papá, mamã, Matilde, avó, avô, pão, bolacha, batata, sopa, papa, maçã, banana, boca, orelha, barriga, olhos, pé, mão, xixi, cocó, não, sim, pega, pára, cão, gato, porco, Bia, Tânia, Bete, Rute, tia, tio, madrinha, dói-dói, etc... ); Depois diz outras palavras que são uma tagarelisse que ninguém percebe o que ela quer dizer mas fica a intenção e nós incentivamos para que continue!
Adora canções de todo o tipo, gosta de dançar e tem uma predilecção pelo Panda e os Caricas.
Não gosta que lhe tirem as coisas da mão e, quando isso acontece, faz uma birra enorme. Também não gosta quando a irmã a aperta para lhe dar abraços/amassos e beijinhos apertadíííssimos tal é o amor que sente por ela... mas ela não acha piada.
Outra coisa que desencadeia em birra com alguma regularidade é quando a coloco na cadeira auto, estica as pernas e diz nãããããão mas claro que a mãe ganha sempre porque a bebé ainda não tem idade para mandar ;) Depois de sentada adora a viagem e ou vai calada o tempo todo ou vai a falar e a sorrir, e algumas vezes acaba mesmo por adormecer...
Por fim, ri e sorri muito, muito mesmo, por tudo e por nada, acho mesmo que ela é uma criança feliz e não há nada mais compensador do que isso!
Espero não ter-vos massado com esta partilha mas como devem imaginar nós estamos a adorar esta fase e quisemos partilhar convosco ;)
segunda-feira, 24 de abril de 2017
Dia de "folga" com sabor agridoce
Hoje eu e o Miguel tiramos o dia de férias mas a Matilde e a Francisca foram para a escola, uma porque não pode mesmo faltar e a outra porque as terapias começam logo às nove da manhã.
Quem as levou foi o pai e eu aproveitei para dormir mais um bocadinho. Já desejava assim um dia de folga há muito tempo, um dia livre, sem as crianças, para poder fazer o que quisesse.
Quem as levou foi o pai e eu aproveitei para dormir mais um bocadinho. Já desejava assim um dia de folga há muito tempo, um dia livre, sem as crianças, para poder fazer o que quisesse.
Embora tivesse dado para descansar e até para namorar, a verdade é que não foi tão bom quanto eu imaginava. Passei o dia com saudades delas! Parece que já não sei viver sem elas. Se estivesse a trabalhar o tempo passava de outra forma e embora ansiasse a hora de as ir buscar não sentia tanta falta do barulho, das brincadeiras, das gargalhadas, de as alimentar, de tê-las por perto. Elas fazem parte dos dias-sem-fazer-nada.....
Ser mãe é mesmo isto, ser-se bipolar ansiando um dia de descanso e, quando se tem, não ver a hora de as pestinhas chegarem!
E agora vou deixar-vos, está na hora de as ir buscar! yupiiiii! 😉
Ser mãe é mesmo isto, ser-se bipolar ansiando um dia de descanso e, quando se tem, não ver a hora de as pestinhas chegarem!
E agora vou deixar-vos, está na hora de as ir buscar! yupiiiii! 😉
domingo, 23 de abril de 2017
Trabalhando a autonomia na alimentação
Quer na creche quer em casa estamos a trabalhar com a Francisca a autonomia na alimentação. Alguns meninos da sala dela já são capazes de comer sozinhos e com garfo. A Francisca ainda tem algumas dificuldades neste aspecto, ainda come de colher e com alguma dificuldade recorrendo ainda à mão para apanhar os alimentos. Por recomendação da educadora utilizamos uma colher com cabo grosso para facilitar o processo e o que é facto é que ajuda muito.
É fundamental esta articulação escola-casa de maneira a trabalharmos as etapas em conjunto e de uma forma consistente.
É fundamental esta articulação escola-casa de maneira a trabalharmos as etapas em conjunto e de uma forma consistente.
A seguir a cada refeição a Francisca fica a precisar de um banho completo dado que é comida por todo o lado, no chão, no corpo, no cabelo.... é uma aventura mas faz parte e para conseguir fazer bem primeiro tem que passar por este processo.
E por aí, com que idade os vossos bebés começaram a alimentar-se sozinhos?
E por aí, com que idade os vossos bebés começaram a alimentar-se sozinhos?
terça-feira, 18 de abril de 2017
Acerca da consulta de cardiologia...
Como dissemos ontem, hoje foi dia de consulta de cardiologia. Está tudo bem com o coração da Francisca. O canal arterial ainda não fechou mas a cardiologista disse que não tinha significado. Disse que quer vigiar mas que está fora de perigo, felizmente.
Descobrimos que a Francisca tinha o canal arterial patente quando ela tinha três dias de vida. Na primeira noite em que ela veio para casa, passados dois dias do seu nascimento, no fim do banho achei que ela ficou um pouco roxa na zona da boca. Uma amiga que estava comigo e que é enfermeira não achou normal e disse-me para estar atenta. Eu fiquei logo alarmada e mal dormi nessa noite. No dia seguinte a Francisca tinha uma vacina para fazer no hospital onde nasceu, em Famalicão, e eu falei com a enfermeira que me indicou para a urgência para a Francisca ser avaliada. Ficamos em pânico sem perceber muito bem o que se estava a passar.
Depois de avaliada disseram-nos que ela teria de ir ao hospital de S. João fazer uma ecocardiograma e um eletrocardiograma e avisaram-nos logo que se não ficasse internada no S. João, ficaria lá em Famalicão. Lembro-me de ficar em pânico, de desejar que tudo não passasse de um sonho mau. Mas era a realidade e lá fomos nós para o S. João para fazer os exames. Detectaram então o canal arterial patente, um canal do coração que normalmente fecha passados dias do nascimento. No caso da Francisca, o canal não fechou e os médicos tinham medo que ao fechar o canal pudesse apertar a aorta e daí ser necessária uma cirurgia de urgência. Como não era nada que implicasse uma intervenção imediata, lá regressamos ao hospital de Famalicão onde a Francisca ficou em vigilância no serviço de pediatria. Foram dez dias de internamento durante os quais fizemos mais uma visita ao S. João onde nos disseram que tudo se mantinha igual e que a Francisca poderia ir para casa, desde que ficássemos atentos a alguns sinais de alarme e com a marcação de uma consulta para dali a um mês para ver se a situação já tinha evoluído.
Assim fomos de mês a mês tendo a indicação de que o canal estava a fechar. No terceiro mês recebemos a informação da cardiologista de que a Francisca poderia ter de ser operada dado que lhe parecia que estava a acontecer o estreitamento da aorta (coartação da aorta). Voltamos a ficar em pânico, embora soubéssemos que era uma cirurgia simples, não deixava de ser uma cirurgia e ao coração... Passamos mais 15 dias de aperto e regressamos à consulta. Aí as notícias já foram mais animadoras, tudo parecia estar a encaminhar-se bem e a cirurgia foi posta de parte FELIZMENTE!
Depois de avaliada disseram-nos que ela teria de ir ao hospital de S. João fazer uma ecocardiograma e um eletrocardiograma e avisaram-nos logo que se não ficasse internada no S. João, ficaria lá em Famalicão. Lembro-me de ficar em pânico, de desejar que tudo não passasse de um sonho mau. Mas era a realidade e lá fomos nós para o S. João para fazer os exames. Detectaram então o canal arterial patente, um canal do coração que normalmente fecha passados dias do nascimento. No caso da Francisca, o canal não fechou e os médicos tinham medo que ao fechar o canal pudesse apertar a aorta e daí ser necessária uma cirurgia de urgência. Como não era nada que implicasse uma intervenção imediata, lá regressamos ao hospital de Famalicão onde a Francisca ficou em vigilância no serviço de pediatria. Foram dez dias de internamento durante os quais fizemos mais uma visita ao S. João onde nos disseram que tudo se mantinha igual e que a Francisca poderia ir para casa, desde que ficássemos atentos a alguns sinais de alarme e com a marcação de uma consulta para dali a um mês para ver se a situação já tinha evoluído.
Assim fomos de mês a mês tendo a indicação de que o canal estava a fechar. No terceiro mês recebemos a informação da cardiologista de que a Francisca poderia ter de ser operada dado que lhe parecia que estava a acontecer o estreitamento da aorta (coartação da aorta). Voltamos a ficar em pânico, embora soubéssemos que era uma cirurgia simples, não deixava de ser uma cirurgia e ao coração... Passamos mais 15 dias de aperto e regressamos à consulta. Aí as notícias já foram mais animadoras, tudo parecia estar a encaminhar-se bem e a cirurgia foi posta de parte FELIZMENTE!
Desde então o tempo entre consultas é cada vez mais alargado e agora, fora de perigo,só lá vamos daqui a oito meses só mesmo ver como está. Se o canal fechar ótimo, se não fechar,não faz mal!
Como disse, felizmente não passaram de sustos que serviram para testar o nosso coração de pais galinhas e preocupados.
segunda-feira, 17 de abril de 2017
Um dia FELIZ
Hoje foi um dia feliz, sem horários, sem pressas, sem terapias. Um dia em família onde respiramos o ar puro do campo.
Levantamo-nos logo cedo e fomos rumo a Ponte de Lima onde houve lugar para passeios junto ao rio, muita conversa , diversão e boa comida.
Assim passamos um dia maravilhoso, como muitas outras famílias, onde se ri, brinca, ama sem importar quantos cromossomas há à mistura.
Amanhã temos consulta de cardiologia, depois contamos como correu!
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